Mostrando postagens com marcador Televisão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Televisão. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 13 de março de 2008

De camisola


Foi assim que a apresentadora do SBT Adriane Galisteu apresentou seu programa "Charme" na madrugada desta terça (11). Remanejada mais uma vez de horário, dando seu espaço vespertino mais uma vez ao programa "Fantasia", Galisteu explicou sua vestimenta afirmando que àquela hora (por volta das 2 da manhã) seus espectadores também estariam da mesma forma e até quase dormindo.

Seu programa que consiste numa distribuição sistemática de dinheiro a pessoas que se prestam o serviço de ligar já vem desagradando a apresentadora faz tempo. Acostumada com seus programas musicais e de entrevista, a aspirante a Hebe Camargo ri de toda essa situação e utiliza métodos toscos como os vistos em programas pagos como por exemplo, "Hyper QI". Sorridente dizia: "Não me abandonem! Não me deixem aqui sozinha!".

Apesar de todo preconceito com sua figura, admiro a Adriane e acredito que ela pode render bem mais do que é oferecido na TV de cunho popular, basta apenas "Seu" Sílvio ousar e apostar em algo mais seguro e, de preferência, sem fins lucrativos.

Vales ressaltar que sua camisola tinha a figura da fada Sininho, da Disney.

Acho que quando ela atende algum participante que vem com o código "Como vai Galisteu?" sua vontade é dizer "MUITO MAL!".



Foto (FolhaOnline)

terça-feira, 11 de março de 2008

Porque não perco um capítulo de “Queridos Amigos”


“Caía a tarde feito um viaduto, e um bêbado trajando luto me lembrou Carlitos”, para quem não sabe (algo bem difícil) essa música se chama “O Bêbado e A Equilibrista”, imortalizada na voz de Elis Regina. Toda vez que ouço sua melodia, sua letra, parece que é a primeira vez que estou encontrando esse clássico. Toca fundo em meu coração e me mareja as vistas. Ás vezes me sinto pai de Carlito, o próprio bêbado, o irmão do Henfil, as Marias e Clarices, a dor pungente e a esperança na corda-bamba, e na maior parte delas em sinto o meu país!
Esta canção faz parte da trilha sonora da minissérie brasileira “Queridos Amigos” de Maria Adelaide Amaral (“A Muralha”, “Um Só Coração”, “JK”), baseada num livro de sua autoria denominado “Aos Meus Amigos” e com a direção de Denise Saraceni (“Da Cor do Pecado”, “Belíssima”). Para mim só isso bastava para não perder um capítulo sequer. Porém o choque foi bem maior. Se em determinados momentos sentia o meu ego brasileiro aguçado ao ouvir essa canção, quando comecei a acompanhar “Queridos Amigos” me emocionei tato quanto ou mais. Pude encontrar naquela minissérie muitos outros pedaços de Brasil. O Brasil que me encanta e que não se entrega a qualquer moda de “Créu”.
A história se passa no final dos anos 1980 (década das trevas) onde tínhamos uma pátria em fase de abertura, cheia de incertezas e medos. Seus personagens viveram o período mais negro de nossa história e levaram um pouco dela para suas vidas. Assim, cada drama não é simplesmente um drama individual e suicida, é um drama do nosso Brasil.
No tabuleiro desta feira tem o pacificador (que objetiva unir a todos afim de uma convivência harmoniosa), tem a desesperança, a ironia e o pessimismo, a traição, a dor, a cumplicidade, o abandono, a mágoa, a ideologia, o medo, a falta de criatividade, o rancor... Ingredientes de uma sociedade em seus trancos e barrancos. Entender esses lados e recuperar o que há de bom neles é a verdadeira missão desse novo Brasil e trazer assim de volta a esperança no olhar de cada um.
“Queridos Amigos” vai além de uma simples estória de amizade ela nos une ao que de melhor nosso Brasil pode dar. Tanto em safra de talentos (um elenco brilhante hehhehe) quanto em patriotismo.
Vale conferir!
Foto (site G1)

domingo, 9 de março de 2008

Troféu Imprensa completa 50 anos ainda mais caduco

Agora a pouco se encerrou a 50ª edição do prêmio Troféu Imprensa, realizado pelo SBT. A premiação parte da escolha de profissionais que fazem a cobertura televisiva brasileira por meio de rádio, TV, jornais e revistas. Também foram anunciados os campeões do Troféu Internet de escolha do público. Esta edição homenageou o jornalista e criador do prêmio, Plácido Manaia Nunes (foto) que faleceu em 2007.
Comandado pelo animador Sílvio Santos já era imaginado o que se passaria na gravação. Reconhecimento por alguns, baboseiras ditas por outros. O Troféu Imprensa chegou aos 50 anos sem a credibilidade de antes, mas com a aprovação popular cada vez maior.
Os cantores premiados foram Ivete Sangalo e Daniel (ambos receberam os dois prêmios). O cantor sertanejo protagonizou o momento mais pitoresco da premiação. Ele havia entrado no palco para receber dois prêmios anteriores quando inesperadamente o apresentador anunciou a categoria de intérprete de 2007, e na presença do concorrente (que, vale salientar, não teve nenhum trabalho expressivo no ano passado) abriu a votação. Os jurados se sentiram na obrigação de dar a estatueta a Daniel. Coisas do Sílvio, ele pode!
A emissora campeã foi mais uma vez a TV Globo que teve onze premiados: Programa de Entrevistas, Altas Horas (Imprensa) e Programa do Jô (Internet); Jornalístico, Globo Repórter (Internet); Novela, Paraíso Tropical (Imprensa e Internet); Atriz, Camila Pitanga de Paraíso Tropical (Imprensa e Internet); Ator, Wagner Moura de Paraíso Tropical (Imprensa e Internet); Revelações, Gustavo Leão de Paraíso Tropical (Imprensa) e Íris Stefanelli participante do Big Brother Brasil 7 (Internet); Apresentador, Luciano Huck pelo Caldeirão do Huck (Imprensa e Internet); Apresentadores de Telejornal, Fátima Bernardes (Imprensa) e William Bonner (Internet) do Jornal Nacional e, por fim, Telejornal, Jornal da Globo (Imprensa) e Jornal Nacional (Imprensa e Internet). Outros indicados da Globo foram Estrelas (Programa de Entrevistas), Fantástico (Jornalístico), Duas Caras (Novela), Alessandra Negrini e Glória Pires (Atriz), Lázaro Ramos e Tony Ramos (Ator), Fausto Silva (Apresentador), Angélica por Vídeo Game (Apresentadora), Sítio do Picapau Amarelo e TV Xuxa (Programa Infantil) e Toma Lá, Dá Cá (Programa Humorístico). Parabéns ao “Toma Lá!”.
Jogando em casa, o SBT ficou com o segundo lugar na premiação: Hebe venceu como Apresentadora (Imprensa e Internet); Carlos Nascimento dividiu com Fátima Bernardes o prêmio de Apresentador de Telejornal (Imprensa) e o Bom Dia e Cia. Venceu como Programa Infantil (Imprensa e Internet).
A nova poderosa Rede Record conseguiu dois prêmios, Programa Jornalístico com Domingo Espetacular (Imprensa) e Vidas Opostas na categoria Novela (Imprensa), esta dividindo com Paraíso Tropical. Ainda concorreram a prêmios Márcio Garcia de O Melhor do Brasil (Apresentador), Jornal da Record (Telejornal), Eliana (Apresentadora) e Show do Tom (Programa Humorístico).
A Redetv! ganhou apenas uma estatueta. Lógico que foi a inigualável turma do Pânico na TV, mais uma vez eleita como a melhor produção humorística do ano (Imprensa e Internet).
Os últimos prêmios couberam aos grupos Babado Novo e NX Zero eleitos como melhores grupos musicais de 2007, recebendo o Troféu Imprensa e o Troféu Internet respectivamente.
Participaram ainda da festa no intuito de receber prêmios antigos Augusto Liberato, Carlos Magalhães (diretor do Sítio do Picapau Amarelo), Yudi e Priscila (apresentadores do Bom Dia e Companhia), o grupo musical Skank, Joelma e Chimbinha da Banda Calypso, Adriana Araújo (âncora do Jornal da Record), e a impressionante participação de estrelas do casting da TV Globo como Giulia Gam, Tony Ramos e Tarcísio Meira “encerrando a festa com chave de ouro!” como exprimiu exaltadamente o “Homem do Baú”.
Outro acontecimento importante do programa foi a exemplificação de ateísmo mostrada por Sílvio. Isso dá cabo a outra discussão.
O que podemos tirar de conclusão da qüinquagésima festa do Troféu Imprensa é que ele está a cada dia mais ultrapassado e cada vez mais ligado a mercado do que a qualidade. Também algo que se sobressai disso é a marcação com emissoras como é o caso da Globo, que poderia até ter sido mais premiada (se é que precisava!).
Para concluir vamos a frase do anfitrião para encerramento do Troféu: “Como está na moda, fiquem com Deus!”.